Eu olho o monumento
E não consigo ficar chocado!
Vejo atrás um edifício desmoronado
Vejo uma pedra e outra e outra prestes a cair
Tudo ameaça ruir...
Eu olho o monumento
E fico a pensar nos significados
Vejo um regime feito aos bocados
Vejo duas colunas antes majestosas
E agora um pouco menos que andrajosas...
Eu olho o monumento
E vejo alguma coisa nova que se levanta
Vejo alguma coisa que espanta e se espanta
Vejo uma força nova a querer nascer
Vejo as bases em esforço a sustenta-la para ela crescer...
Eu olho o monumento
E não me apetece entrar na estúpida rixa
Olho e torno a olhar e não consigo ver uma picha!
Não consigo entrar no insulto barato
Porque aquilo que eu vejo é um retrato!
E ouço a água tranquila a correr.
Fecho os olhos... sinto-me estremecer!
Há uma qualquer coisa que me invade.
Não é por acaso que ao fundo... nasce a avenida da LIBERDADE !!!!
22 Jan 2008 10:29pm
@Brites: Mesmo a propósito, bonito poema! Obrigado.